04/05/10

Vivo


A Urca passou a ficar mais perto

Dentro da rotina tão sonhada e já desistida.

Surge a força estranha que move e mais machuca,

Novamente!

Que me leva para mais distante

Mais promissor...

E menos amor.

Ah, o tão velho amor

O “belo”; Novamente Platão vem à tona

Nada mais constrói e destrói tanto

Nada em mim é mais forte.

Nada em mim é tão intenso. Até hoje.

Tal poder que me leva as mais duras profundezas

Obviamente ignorante por ter desejado ser eterno...

Mea Culpa.


Dentre os amigos épicos que convivo

O mais íntimo me abandonaria por não ser mais “super-homem”

E sou! Toda a força e beleza nunca deixarão de estar em mim

Minha viva essência

Minha lenta morte

Essa vida.


Este pretende por tamanha dor ser o maior

Não pretende, sequer, alcançar o inconcebível

Fisicamente as tormentas invadem todos os eixos

Destroçando a muralha que, pedra por pedra, ergui.

Provando que minha força é fraca.

E todas as minhas afirmações foram retiradas.

Esse é o meu escafandro...

Aceito!


A riqueza que não mais desejo, por agora, bate e grita

Ouço as vozes dos eternos quase em súplicas

Os carentes e mais necessitados dessa minha força, suplicam

Os sensatos em mutirão coordenam-me

Enquanto me mutilo, em silêncio e só

Pedaço por pedaço arranco de mim, lentamente, os espinhos mais pontudos

Transpassaram o hemitorax esquerdo e outro da testa ao cerebelo

Sangue vivo

Desequilíbrio


Mas a inquietação não é assim tão vã...

Desse meio círculo, na baía de águas turvas

Guanabara, Urca

Bucólica, universitária, turística...

13 ruas respirando silêncio, vida e minha dor

E ela, atual, nada me cativa.

Não engano ninguém!

Nem a mim

Trocaria tudo por cinco cachorros, dois gatos e um porco rosa

"Entre a porta está fechada".

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

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Sexta-feira, 07 Maio, 2010  

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